Brasília (DF) – O debate sobre o futuro da economia brasileira ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (22), durante o evento “A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Reunindo lideranças empresariais, presidentes de federações estaduais da indústria, representantes do setor produtivo e autoridades nacionais, o encontro consolidou-se como um dos principais fóruns de diálogo entre os pré-candidatos à Presidência da República e a indústria brasileira.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) participou da agenda ao lado dos também pré-candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronalfo Caiado (PSD), em um formato padronizado que buscou assegurar igualdade de tempo e condições para apresentação de propostas e respostas aos questionamentos formulados pelos representantes do setor industrial. Durante o encontro, a CNI apresentou aos presidenciáveis o documento “Construindo o Brasil 2050”, contendo uma ampla agenda de prioridades para aumentar a competitividade da economia brasileira e impulsionar o desenvolvimento nacional.
A competitividade como prioridade
Em sua exposição, Flávio Bolsonaro concentrou sua mensagem na necessidade de reduzir o chamado Custo Brasil, conjunto de fatores estruturais que, segundo especialistas e empresários, limitam a produtividade nacional e reduzem a capacidade competitiva das empresas brasileiras frente ao mercado internacional.
Entre os principais obstáculos apontados pelo senador destacaram-se:
- excesso de tributação;
- burocracia administrativa;
- insegurança jurídica;
- elevado custo regulatório;
- ambiente de negócios pouco previsível.
Segundo o parlamentar, a recuperação da confiança institucional seria condição essencial para ampliar investimentos privados, estimular a geração de empregos e fortalecer o crescimento econômico sustentável.
Segurança jurídica e ambiente para investimentos
Grande parte da apresentação foi direcionada ao fortalecimento da previsibilidade econômica. Para o senador, investidores nacionais e estrangeiros necessitam de estabilidade institucional, regras claras e maior segurança jurídica para ampliar investimentos de longo prazo.
O discurso dialogou diretamente com uma das principais preocupações manifestadas historicamente pela indústria brasileira: a necessidade de reduzir incertezas regulatórias e ampliar a confiança do ambiente econômico.
Reforma do Estado e eficiência pública
Outro eixo apresentado foi a modernização da administração pública.
Durante sua participação, Flávio Bolsonaro defendeu maior eficiência do Estado por meio da digitalização dos serviços públicos e do uso de tecnologias baseadas em inteligência artificial para aprimorar o controle de gastos, aumentar a eficiência administrativa e reduzir desperdícios. Entre as propostas mencionadas esteve a criação de mecanismos de governança para o uso de IA e de uma infraestrutura nacional de dados voltada às necessidades do governo federal.
Diálogo direto com o setor produtivo
Após a apresentação inicial, o senador respondeu às perguntas formuladas por presidentes das federações estaduais da indústria, abordando temas relacionados ao crescimento econômico, ambiente regulatório, investimentos, infraestrutura, inovação e desenvolvimento industrial.
O formato do encontro buscou promover um diálogo técnico entre os pré-candidatos e os representantes do setor produtivo, permitindo que as prioridades da indústria fossem apresentadas de forma institucional.
Autoridades e lideranças presentes
O evento reuniu:
- dirigentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI);
- presidentes das Federações das Indústrias de diversos estados;
- empresários e executivos do setor produtivo;
- representantes de associações industriais;
- especialistas em economia e competitividade;
- os pré-candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), participantes da programação oficial organizada pela CNI.
O documento “Construindo o Brasil 2050”
Durante o encontro, a CNI entregou aos presidenciáveis um conjunto de propostas estruturadas em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento nacional, incluindo:
- estabilidade macroeconômica;
- política industrial;
- inovação tecnológica;
- infraestrutura;
- energia;
- inserção internacional;
- sustentabilidade;
- qualificação profissional;
- segurança jurídica;
- modernização tributária;
- redução do Custo Brasil.
A iniciativa integra uma tradição da entidade de apresentar, em anos eleitorais, contribuições para a formulação de políticas públicas voltadas ao crescimento econômico e ao fortalecimento da competitividade brasileira.
Um dos primeiros testes da agenda econômica dos presidenciáveis
Mais do que um encontro institucional, o evento representou uma oportunidade para que os pré-candidatos apresentassem suas prioridades diante de um dos setores mais relevantes da economia brasileira.
Ao colocar a redução do Custo Brasil, a segurança jurídica e a modernização do Estado no centro de sua exposição, Flávio Bolsonaro procurou sinalizar uma agenda voltada ao aumento da competitividade e à atração de investimentos. As propostas agora passam a integrar o debate eleitoral e deverão ser confrontadas com as de outros concorrentes ao longo da campanha, à medida que diferentes visões para o desenvolvimento econômico do país forem apresentadas ao eleitorado.
A expectativa do setor produtivo é que o diálogo iniciado pela CNI contribua para elevar o nível do debate sobre temas estruturais capazes de influenciar a produtividade, a inovação e a competitividade do Brasil nas próximas décadas.





