Por | Origh Brasil
A Avenida Paulista voltou a ser, neste 7 de Setembro de 2026, um dos principais palcos da disputa política brasileira. Em uma manifestação liderada pelo senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), milhares de apoiadores ocuparam a região central de São Paulo em um ato que combinou celebração do Dia da Independência, mobilização eleitoral e fortes críticas ao governo Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
- A Paulista como palco eleitoral
- Flávio Bolsonaro assume o protagonismo
- “Fora Lula” e “Fora Moraes”
- André Mendonça ganha espaço no discurso
- As principais autoridades e lideranças presentes
- Tarcísio de Freitas e a importância de São Paulo
- Ricardo Nunes: “o Supremo é o povo”
- Nikolas Ferreira e a pressão sobre o Senado
- Alfredo Gaspar reforça a chapa presidencial
- A ausência de Michelle Bolsonaro
- Religião, patriotismo e identidade política
- Bandeiras estrangeiras e o debate internacional
- A dimensão eleitoral do evento
- O tamanho da multidão e o significado político
- A Paulista e o duelo político com Lula
- O fator Jair Bolsonaro
- Uma direita mais organizada?
- O desafio da moderação
- Segurança institucional no centro da campanha
- O significado do 7 de Setembro de 2026
Realizado a menos de um mês do primeiro turno das eleições de 2026, o encontro assumiu uma dimensão política que ultrapassou a simbologia tradicional da data. A Paulista tornou-se, mais uma vez, um termômetro da capacidade de mobilização do campo conservador e, sobretudo, uma vitrine para a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
A estimativa técnica divulgada pelo Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Cebrap e apoio da organização More in Common, apontou aproximadamente 28,5 mil pessoas no ato. O número ficou abaixo das manifestações semelhantes realizadas na Paulista em 2024 e 2025, mas ainda representa uma mobilização expressiva em um cenário eleitoral marcado por intensa polarização.
Cerca de 50 mil pessoas também acompanharam virtualmente o ato no canal do Youtube do candidato.
Mais do que uma demonstração quantitativa, entretanto, o evento revelou a estratégia política adotada pela campanha de Flávio: consolidar a identidade bolsonarista, ocupar as ruas, confrontar seus principais adversários e transformar a pauta institucional em elemento central da campanha presidencial.
A Paulista como palco eleitoral
A escolha da Avenida Paulista não foi casual.
Historicamente associada a grandes manifestações políticas brasileiras, a principal avenida financeira de São Paulo voltou a funcionar como uma espécie de praça pública nacional. Desta vez, porém, o contexto era particularmente sensível: o país está em plena corrida presidencial e atravessa uma das fases mais polarizadas do processo eleitoral.
O ato foi organizado pelo Partido Liberal e pela estrutura política ligada à candidatura de Flávio Bolsonaro. Desde a convocação, o evento foi apresentado como uma oportunidade para demonstrar força popular e mobilizar a direita brasileira.
A própria campanha tratou o 7 de Setembro como um momento estratégico para consolidar a candidatura e ampliar sua presença junto ao eleitorado conservador.
A manifestação acabou funcionando simultaneamente como ato político, comício eleitoral e demonstração de identidade ideológica.
Bandeiras brasileiras, símbolos nacionais, referências religiosas e manifestações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro compuseram o ambiente da Paulista.
Em um país profundamente dividido, a imagem das ruas tornou-se novamente uma ferramenta de comunicação política.
Flávio Bolsonaro assume o protagonismo
Flávio Bolsonaro foi o principal nome do evento.
Em seu discurso, o candidato direcionou críticas ao presidente Lula e, principalmente, ao ministro Alexandre de Moraes. A retórica adotada pela campanha procurou apresentar a eleição presidencial também como uma disputa sobre os rumos das instituições brasileiras.
O senador afirmou que seria necessário “proteger o STF” de decisões que, segundo sua avaliação, ultrapassariam os limites institucionais.
Entre as principais bandeiras apresentadas no ato estiveram críticas à atuação de Moraes, pedidos relacionados ao impeachment do ministro e acusações políticas contra o governo Lula.
A estratégia é clara: transformar o debate sobre o Supremo Tribunal Federal em uma das principais linhas divisórias da eleição presidencial.
Para seus apoiadores, a pauta representa a defesa das liberdades individuais, da independência entre os Poderes e do Estado de Direito.
Para seus críticos, trata-se de uma estratégia eleitoral de confronto com o Judiciário.
O fato político, entretanto, permanece: a relação entre Executivo, Legislativo e Judiciário tornou-se um dos principais temas da eleição de 2026.
“Fora Lula” e “Fora Moraes”
Entre as palavras de ordem presentes na manifestação, duas ganharam especial destaque: “Fora Lula” e “Fora Moraes”.
Os slogans sintetizaram a mensagem central do evento.
De um lado, o governo federal foi apresentado pelos manifestantes como adversário político direto da direita brasileira. De outro, Alexandre de Moraes tornou-se o principal símbolo das críticas dirigidas ao Supremo Tribunal Federal.
A manifestação também expôs a crescente aproximação entre a disputa eleitoral e a crise institucional que envolve setores da política brasileira.
Flávio procurou associar Lula e Moraes politicamente, enquanto seus aliados defenderam mudanças na relação entre os Poderes da República.
O discurso, portanto, não se limitou à economia ou às políticas públicas.
A eleição presidencial passou a ser apresentada pelos participantes como uma escolha sobre o próprio funcionamento das instituições nacionais.
André Mendonça ganha espaço no discurso
Outro elemento relevante do ato foi a defesa do ministro do STF André Mendonça.
Indicado ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, Mendonça passou a ocupar posição de destaque no discurso dos manifestantes.
A defesa de Mendonça ocorreu justamente em contraposição às críticas a Alexandre de Moraes, estabelecendo uma distinção entre os diferentes integrantes da Suprema Corte.
O movimento revela uma tentativa de setores da direita de disputar também a narrativa sobre o futuro do STF.
A mensagem transmitida na Paulista foi a de que a crítica ao Supremo não representaria, necessariamente, uma rejeição à Corte como instituição, mas uma contestação a determinadas decisões e ministros.
Essa distinção foi importante na construção política do ato.
As principais autoridades e lideranças presentes
O evento reuniu representantes de diferentes setores da direita brasileira.
Entre os nomes de maior destaque estiveram:
- Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência da República;
- Alfredo Gaspar, deputado federal por Alagoas e candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro;
- Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo;
- Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo;
- Nikolas Ferreira, deputado federal por Minas Gerais;
- Gustavo Gayer, deputado federal;
- Silas Malafaia, pastor e liderança religiosa;
- Valdemar Costa Neto, presidente nacional do Partido Liberal;
- Sergio Moro, senador e ex-juiz da Operação Lava Jato;
- Guilherme Derrite, deputado federal e liderança política paulista.
A presença de nomes com diferentes perfis políticos demonstrou a tentativa de ampliar a composição do palanque de Flávio Bolsonaro.
Não se tratava apenas de um encontro de parlamentares bolsonaristas. O palco reuniu representantes do PL, lideranças religiosas, figuras do campo conservador e autoridades executivas.
A presença de Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes teve, particularmente, peso político relevante por envolver as duas principais estruturas do Executivo paulista: o governo estadual e a Prefeitura de São Paulo.
Tarcísio de Freitas e a importância de São Paulo
A presença do governador Tarcísio de Freitas merece atenção especial.
São Paulo representa o maior colégio eleitoral do país e possui enorme importância estratégica para qualquer candidatura presidencial.
Ao participar do ato, Tarcísio reforçou sua proximidade política com o campo que apoia Flávio Bolsonaro.
Sua presença também demonstrou que a candidatura presidencial não pretende depender exclusivamente da estrutura tradicional da família Bolsonaro.
O governador possui uma base política própria e forte presença administrativa no maior estado brasileiro. Sua participação, portanto, agrega densidade institucional à campanha.
A articulação envolvendo Tarcísio, Ricardo Nunes e prefeitos paulistas também foi apontada anteriormente como parte da estratégia de mobilização para o evento.
Ricardo Nunes: “o Supremo é o povo”
Outro momento de repercussão ocorreu com a participação do prefeito Ricardo Nunes.
Nunes esteve no palanque e fez declarações relacionadas à crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal.
Sua presença reforçou a dimensão suprapartidária da mobilização dentro do espectro político de direita, considerando que o prefeito pertence ao MDB e não ao PL.
A participação de um prefeito da maior cidade brasileira em um ato presidencialista dessa natureza também possui peso simbólico.
São Paulo não é apenas o maior município do país.
É um dos principais centros econômicos, políticos e eleitorais da América Latina.
Por isso, qualquer manifestação de grande porte realizada na Paulista possui repercussão nacional.
Nikolas Ferreira e a pressão sobre o Senado
O deputado federal Nikolas Ferreira também ocupou posição importante na manifestação.
Um dos principais nomes da nova geração da direita brasileira, Nikolas voltou suas críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
A insatisfação está relacionada à resistência do Senado em pautar pedidos de impeachment contra ministros do STF.
Durante o ato, Nikolas anunciou inclusive uma mobilização em Macapá, base eleitoral de Alcolumbre, em uma tentativa de ampliar a pressão política.
O episódio demonstra que a estratégia do movimento não se concentra apenas na Presidência da República.
O Senado Federal também passou a ocupar posição central na agenda política da direita.
Alfredo Gaspar reforça a chapa presidencial
O deputado federal Alfredo Gaspar, escolhido como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, também teve papel relevante.
Seu discurso seguiu a linha central do evento: críticas ao governo Lula, questionamentos à atuação de Alexandre de Moraes e defesa de mudanças na estrutura política brasileira.
A presença do vice no palanque teve uma função estratégica.
A candidatura precisava apresentar não apenas Flávio, mas uma composição presidencial capaz de representar diferentes segmentos da direita.
Gaspar, com trajetória política em Alagoas, amplia a presença regional da chapa e ajuda a construir uma imagem nacional para a candidatura.
A ausência de Michelle Bolsonaro
Um dos pontos que também chamou atenção foi a ausência da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Michelle era apontada anteriormente como uma das possíveis participantes do ato, mas não compareceu.
Sua ausência foi percebida justamente porque seu nome continua tendo forte influência sobre setores do eleitorado bolsonarista, especialmente entre mulheres e grupos religiosos.
Mesmo sem sua presença física, entretanto, o legado político da família Bolsonaro esteve presente em praticamente toda a manifestação.
O evento foi construído sobre a continuidade da identidade política criada durante os anos do governo Jair Bolsonaro.
Religião, patriotismo e identidade política
A manifestação também apresentou forte componente religioso.
O ato começou com oração, e lideranças religiosas tiveram espaço entre os discursos.
A combinação entre fé, patriotismo e política continua sendo uma característica marcante das mobilizações da direita brasileira.
Bandeiras do Brasil dividiram espaço com símbolos religiosos e mensagens de defesa da liberdade.
O discurso patriótico foi utilizado como elemento de identidade política, associando o 7 de Setembro à defesa da soberania nacional, das liberdades e dos valores conservadores.
Esse componente simbólico é particularmente relevante porque o Dia da Independência oferece uma plataforma naturalmente associada à ideia de patriotismo.
Bandeiras estrangeiras e o debate internacional
Outro aspecto observado na Paulista foi a presença de bandeiras dos Estados Unidos e de Israel ao lado das bandeiras brasileiras.
O fenômeno reflete a dimensão internacional que parte do movimento conservador brasileiro adquiriu nos últimos anos.
A relação com os Estados Unidos, especialmente com o governo Donald Trump, tornou-se uma referência política para setores da direita brasileira.
Ao mesmo tempo, Israel permanece como importante símbolo para grupos evangélicos e conservadores.
A presença desses símbolos, contudo, também gerou críticas, principalmente porque a manifestação ocorria justamente no Dia da Independência do Brasil.
O episódio evidencia uma tensão dentro do próprio movimento: defender a soberania nacional enquanto se estabelece uma forte identificação política com aliados estrangeiros.
A dimensão eleitoral do evento
Talvez o aspecto mais importante do 7 de Setembro de 2026 tenha sido a transformação explícita da manifestação em evento eleitoral.
Flávio Bolsonaro é candidato à Presidência e utilizou o palco para apresentar suas principais bandeiras diante de uma multidão.
Houve distribuição de material de campanha e discursos claramente direcionados à disputa eleitoral.
O ato, portanto, não pode ser analisado apenas como manifestação política.
Ele precisa ser compreendido dentro do calendário eleitoral.
Com o primeiro turno se aproximando, cada grande evento público passa a funcionar como teste de mobilização, exposição de marca política e tentativa de consolidação de voto.
Nesse sentido, a Paulista cumpriu três funções:
mobilização, comunicação e demonstração de força.
O tamanho da multidão e o significado político
O número de participantes merece uma análise cuidadosa.
Estimativas divulgadas nas redes sociais e por grupos políticos foram superiores às medições técnicas.
A estimativa de 28,5 mil pessoas produzida pelo Monitor do Debate Político da USP/Cebrap oferece um parâmetro mais objetivo. O número ficou abaixo dos 42,2 mil participantes estimados para 2025 e dos 45,4 mil registrados em 2024 em manifestações semelhantes.
Isso significa que o ato não foi o maior da série recente.
Mas também seria incorreto interpretá-lo como fracasso.
Em uma campanha presidencial, a capacidade de reunir dezenas de milhares de pessoas em uma das principais avenidas do país continua sendo um ativo político relevante.
O desafio para Flávio Bolsonaro será transformar essa capacidade de mobilização em votos além do núcleo mais fiel do bolsonarismo.
Essa será uma das principais questões da reta final da campanha.
A Paulista e o duelo político com Lula
O 7 de Setembro colocou em evidência dois projetos políticos distintos.
Em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou das cerimônias oficiais e defendeu a soberania nacional.
Em São Paulo, Flávio Bolsonaro liderou uma manifestação de oposição ao governo federal e ao ministro Alexandre de Moraes.
O contraste foi inevitável.
Enquanto a capital federal representava a cerimônia institucional do Estado brasileiro, a Avenida Paulista tornou-se palco da mobilização eleitoral da oposição.
A mesma data nacional apresentou, portanto, duas interpretações políticas diferentes sobre o Brasil.
De um lado, a mensagem institucional do governo.
De outro, a mobilização de uma parcela significativa da sociedade que se identifica com a direita e com o legado político de Jair Bolsonaro.
O fator Jair Bolsonaro
Embora Jair Bolsonaro não estivesse fisicamente presente, seu nome permaneceu no centro da manifestação.
A candidatura de Flávio está diretamente associada ao legado político de seu pai.
A estratégia eleitoral é, simultaneamente, uma vantagem e um desafio.
A força do sobrenome Bolsonaro oferece uma identidade política consolidada e uma base eleitoral fiel.
Por outro lado, a candidatura precisa alcançar eleitores além desse núcleo para conquistar uma maioria nacional.
A Paulista demonstrou que a marca Bolsonaro continua mobilizando milhares de pessoas.
A eleição demonstrará se essa mobilização será suficiente para construir uma coalizão eleitoral majoritária.
Uma direita mais organizada?
Outro ponto importante revelado pelo evento foi o grau de organização do campo conservador.
A presença conjunta de governador, prefeito, parlamentares, dirigentes partidários, líderes religiosos e candidatos demonstrou uma tentativa de construção de uma frente política ampla.
O PL aparece como principal eixo dessa articulação.
Entretanto, o movimento vai além do partido.
Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes, Sergio Moro, Nikolas Ferreira e outras lideranças possuem trajetórias e bases eleitorais próprias.
A capacidade de manter essa coalizão unificada durante toda a campanha será determinante.
A direita brasileira chega às eleições de 2026 mais estruturada eleitoralmente, mas ainda marcada por diferentes correntes, interesses e projetos de poder.
O desafio da moderação
Para Flávio Bolsonaro, o principal desafio agora será ampliar sua capacidade de diálogo.
O ato da Paulista foi extremamente eficiente para mobilizar sua base tradicional.
Mas eleições presidenciais são vencidas com coalizões maiores.
O candidato precisará dialogar com setores empresariais, classe média, trabalhadores, eleitores independentes, evangélicos, conservadores moderados e parcelas do eleitorado que rejeitam tanto o governo Lula quanto uma política de confronto permanente com as instituições.
A campanha terá de decidir quanto de sua identidade eleitoral será baseada na confrontação e quanto será dedicado a propostas concretas para economia, segurança pública, saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento nacional.
Esse equilíbrio poderá determinar a evolução da candidatura nas próximas semanas.
Segurança institucional no centro da campanha
O 7 de Setembro também demonstrou que a discussão institucional estará entre os principais temas da eleição.
STF, Senado, independência dos Poderes, decisões judiciais, impeachment de ministros e relação entre Executivo e Judiciário passaram a ocupar espaço significativo nos discursos políticos.
A campanha de Flávio pretende transformar essas questões em uma agenda eleitoral.
Se a estratégia funcionar, o debate institucional poderá mobilizar setores importantes do eleitorado.
Mas existe também um risco: transformar a eleição em um plebiscito permanente sobre o Supremo pode limitar a capacidade da candidatura de apresentar uma agenda mais ampla de governo.
O eleitor brasileiro também decidirá sobre economia, emprego, inflação, impostos, segurança, saúde, educação e política externa.
A força de uma candidatura presidencial dependerá da capacidade de conectar a pauta institucional às questões concretas da vida cotidiana.
O significado do 7 de Setembro de 2026
A manifestação da Avenida Paulista não foi apenas mais um ato político.
Ela representou um retrato da eleição presidencial de 2026.
De um lado, a continuidade da polarização entre lulismo e bolsonarismo.
De outro, uma disputa cada vez mais intensa sobre o papel das instituições.
A presença de milhares de pessoas mostrou que o campo conservador mantém capacidade de mobilização.
A presença de importantes lideranças políticas mostrou que Flávio Bolsonaro conseguiu transformar o evento em um palanque de dimensão nacional.
Mas a estimativa de público também revelou que a mobilização ficou abaixo de manifestações semelhantes dos anos anteriores.
Isso produz uma conclusão mais equilibrada.
Flávio Bolsonaro demonstrou força, mas ainda precisa demonstrar capacidade de expansão.
A Paulista comprovou que existe uma base política organizada, engajada e disposta a ocupar as ruas.
A eleição dirá se essa força de mobilização poderá ser convertida em maioria eleitoral.
Conclusão — A rua como termômetro da eleição
O 7 de Setembro de 2026 terminou deixando uma imagem politicamente poderosa: milhares de brasileiros ocupando a Avenida Paulista para apoiar uma candidatura presidencial e defender uma agenda de oposição ao governo Lula e de confronto político com setores do Supremo Tribunal Federal.
Flávio Bolsonaro saiu do evento com sua candidatura fortalecida dentro do campo bolsonarista.
Ao seu lado estavam importantes nomes da direita nacional, entre eles Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes, Nikolas Ferreira, Sergio Moro, Silas Malafaia, Valdemar Costa Neto e Alfredo Gaspar.
A manifestação também mostrou que o debate eleitoral brasileiro está profundamente conectado à crise de confiança nas instituições.
A questão central, entretanto, permanece aberta.
A força demonstrada nas ruas será suficiente para conquistar o eleitor que ainda não está decidido?
Essa é a pergunta que acompanhará Flávio Bolsonaro durante a reta final da campanha.
A Avenida Paulista ofereceu o palco.
O eleitor brasileiro terá a palavra final nas urnas.
E, em 2026, o 7 de Setembro deixou claro que a disputa pela Presidência da República não será apenas uma batalha entre candidatos.
Será também uma disputa pela interpretação do futuro político, institucional e econômico do Brasil.
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